Após uma reflexão de Mateus 23, cheguei à
seguinte conclusão: fomos treinados a acreditar que estamos certos e as
demais pessoas erradas, sendo impelidos ao proselitismo: levar pessoas
para si através de convincentes argumentos
ou para sua concepção de vida. Tentamos, assim como os fariseus, em
Mateus 23:3-4, demonstrar algo que não somos, dizendo coisas que não
cumprimos, colocando um jugo pesado e difícil de carregar sobre os
ombros dos outros. Vejo, que na verdade esquecemos a essência. Esquecemos ou nunca conhecemos a verdadeira fragrância de Cristo: o evangelho, que desde o nascimento até a morte de cruz foi pregado com amor. Amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, - lembra?
O problema é que convertemos o bom samaritano em um fariseu mesquinho, cujo único objetivo é somar mais um membro para seu grupinho religioso. - Mais uma vítima. “[...] uma vez feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós!” Mateus 23:15.
Agora entendo o porquê das insistentes palavras do meu amigo e pastor: “- Vocês têm que me amar!”. Talvez nem ele próprio saiba a pureza dessas palavras. O amor é tudo o que Deus espera fluir de nós.
“Quando se submete ao adulto e o coloca muito acima de si, a criança vai reduzi-lo, muitas vezes, à sua escala, como certos crentes ingênuos a respeito da sua divindade, chegando mais a um meio-termo entre o ponto de vista superior e o seu próprio, do que a uma coordenação bem diferenciada.”
Jean Piaget
“Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino.” Hebreus 5:13.
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